segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Liturgia Diária Católica

Ano B - Dia: 06/08/2012



Jesus se transfigura
Leitura Orante


Mc 9,2-10

Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro, Tiago e João. Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar. A sua roupa ficou muito branca e brilhante, mais do que qualquer lavadeira seria capaz de deixar. E os três discípulos viram Elias e Moisés conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: 
- Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. 
Pedro não sabia o que deveria dizer, pois ele e os outros dois discípulos estavam apavorados. Logo depois, uma nuvem os cobriu, e dela veio uma voz, que disse: 
- Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz! 
Aí os discípulos olharam em volta e viram somente Jesus com eles. 
Quando estavam descendo do monte, Jesus mandou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse. Eles obedeceram à ordem, mas discutiram entre si sobre o que queria dizer essa ressurreição. 


Leitura Orante 
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos os internautas: 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.Amém 
Este momento é muito especial no meu dia. 
Faço silêncio no meu coração e peço luz ao Espírito. 
Rezo com o Bem-aventurado Alberione: 
Mestre, 
Tu que iluminas todo homem 
e és a própria verdade: 
eu não quero raciocinar senão como Tu ensinas, 
nem julgar senão conforme os teus julgamentos, 
verdade substancial, dada a mim pelo Pai: 
"Vive na minhamente, ó Jesus Verdade". 

1.Leitura (Verdade) 

- O que a Palavra diz? 
Leio atentamente a narrativa da Transfiguração em Mc 9,2-10. 
A transfiguração é manifestação da glória da Ressurreição. Observo neste trecho do Evangelho a revelação do Filho nas palavras do Pai: "Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz". Observo alguns símbolos: 
"Monte muito alto" - a montanha indica o lugar de encontro com Deus. 
Roupa brilhante", ("luz") ¬ Quanto mais luz coloco num ambiente escuro, mais claro ele se tornará. 
Quanto mais Palavra de Deus tiver em mim, mais a luz de Deus brilhará em minha vida. 
"Tendas"- lugares de repouso e de oração. 
"Nuvem e sombra" simbolizam a presença de Deus. 
Jesus se revela como verdadeiro Filho de Deus, Mestre a quem devo escutar e seguir em seu caminho de cruz e ressurreição. 

2. Meditação (Caminho) 

O que a Palavra diz para mim? 
Preciso me aproximar mais e escutar a Palavra, condição para aprender do Mestre e ser seu/sua discípulo/a. 
Os bispos, em Aparecida, disseram: 
"Para aprender com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: "Amem-se uns aos outros, como eu os amei" (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, "todos reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13,35)." (DAp 138). 

3. Oração (Vida) 

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus? 
Com esta oração de Alberione, expresso minha adesão e desejo de seguir Jesus. 
Jesus Mestre, 
que eu pense com a tua inteligência 
e com a tua sabedoria. 
Que eu ame com o teu Coração... 
Que eu veja sempre com os teus olhos. 
Que eu fale com a tua língua. 
Que eu ouça somente com teus ouvidos. 
Que eu saboreie aquilo que tu gostas. 
Que as minhas mãos sejam as tuas. 
Que os meus pés sigam os teus passos. 
Que eu reze com as tuas orações. 
Que meu tratamento seja o teu. 
Que eu celebre como tu te imolaste. 
Que eu esteja em ti e tu em mim. 
(Bem-aventurado Tiago Alberione) 

4.Contemplação (Vida) 

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? 
Levo comigo a luz de Jesus transfigurado. 
Quanto mais luz levar em meus olhos, minhas mãos, minhas palavras, mais iluminado estará o mundo em que vivo. 

Bênção 

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Sugestões: 


Sugestão

Se você quiser receber em seu endereço eletrônico o Evangelho do Dia, acesse o seguinte endereço e preencha o formulário de cadastro - 
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Ir. Patrícia Silva, fsp



Comentário do Evangelho

Experiência da transfiguração

Esta narrativa da transfiguração revela a dignidade e a glória já presentes na humanidade de Jesus, o que não era ainda percebido pelos discípulos. Ela tem o objetivo pedagógico de instrução das comunidades, as quais vão compreendendo-o progressivamente. 
"O que significaria esse 'ressuscitar dos mortos'"? Nenhuma resposta teórica esgota o seu significado. O que os discípulos experimentaram foi o amor de Jesus, Filho de Deus, que glorifica o Pai no cumprimento de sua missão. Envolver-se nos laços desse amor, nas relações humanas, na família, na comunidade, na sociedade, é entrar em comunhão com o amor e a vida eterna de Deus.

José Raimundo Oliva

Leitura
Dn 7,9-10.13-14 ou 2Pd 1,16-19

Salmo Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo. 
Sl 97(96)
  fonte: http://www.paulinas.org.br /diafeliz/evangelho.aspx

domingo, 5 de agosto de 2012

Liturgia Diária

Ano B - Dia: 05/08/2012


Jesus, o pão da vida
Leitura Orante


Jo 6,24-35

Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo.
A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele:
- Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?
Jesus respondeu:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade.
- O que é que Deus quer que a gente faça? - perguntaram eles.
- Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! - respondeu Jesus.
Eles disseram:
- Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: "Do céu ele deu pão para eles comerem."
Jesus disse:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
- Queremos que o senhor nos dê sempre desse pão! - pediram eles.
Jesus respondeu:
- Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.


Leitura Orante


Jo 6,24-35 - O pão da vida
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que circulam pela web:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.


1. Leitura (Verdade)

O que a Palavra me diz?
Fixo meu olhar em Deus, através da Palavra.
Olho para Jesus . Escuto. Ele me diz: "Creia naquele que Deus enviou".
Faço a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia: Jo 6,24-35.
Em um momento de silêncio interior, recordo o que li.
O Mestre diz que a multidão o procurava porque comeu o pão e as pessoas ficaram satisfeitas e não porque entenderam quem realizava o milagre. E diz-lhes que o que Deus quer é que vocês creiam naquele que ele enviou! O povo quer milagres para crer. Jesus lembra que não foi Moisés que lhes deu o maná, mas o verdadeiro pão do céu é o Pai que lhes dá.

2. Meditação (Caminho)

O que a Palavra diz para mim?
Atualizo e medito a Palavra, ligando-a à minha vida. Posso me perguntar: busco a Deus para satisfazer minhas necessidades ou pelo que Ele é?
Acredito que Deus sabe, antes que eu manifeste, aquilo de que necessito? Acredito que as graças de Deus para minha vida são infinitamente maiores do que aquelas que conheço?
Os bispos, em Aparecida, disseram: "Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para "escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações" (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é "casa e escola de comunhão" , onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora" (DAp 158).

3. Oração (Vida)

O que a Palavra me leva a dizer?
Vivo este momento em silêncio. E rezo como Jesus, entendo "o pão nosso de cada dia" como todas as graças de que necessito para viver no seu amor. Pai Nosso....

4. Contemplação (Vida)

Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim?
Passarei o dia a viver cada momento como graça de Deus.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Eu vos adoro, amo e agradeço. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 



Leitura
Ex 16,2-4.12-15
Ef 4,17.20-24

Salmo
O Senhor deu a comer o pão do céu.
Sl 78(77)


fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

sábado, 4 de agosto de 2012

Parabens a todos os Padres pelo seu dia !

ROTEIRO PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA


RITOS INICIAIS

A finalidade destes ritos é fazer com que os fiéis reunidos formem uma comunidade, e se disponham convenientemente para ouvir e celebrar dignamente a Palavra de Deus.

Canto de Acolhida

Acolhida

O ministro dá as boas vindas a todos e inicia a celebração com o Sinal-da-Cruz.

Saudação

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
Diácono:
O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Leigo:
O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja conosco.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ato Penitencial

Irmãos e irmãs, reconheçamos nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.
Breve pausa para a reflexão pessoal. A seguir, pode-se usar a seguinte fórmula:
Confessemos os nossos pecados:
Confesso a Deus todo-poderoso
e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras, atos e omissões,
por minha culpa, minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos
e a vós, irmãos e irmãs,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna.
Amém.
Caso já não tenham ocorrido no rito penitencial , seguem-se as invocações:
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Glória a Deus

Aos domingos (exceto no Advento e na Quaresma), nas solenidades e nas festas, toda a assembléia canta ou recita o hino de louvor:
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:
nós vos louvamos, nós vos bendizemos,
nós vos adoramos, nós vos glorificamos,
nós vos damos graças por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo,
com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

Oração do Dia (Coleta)

Pode ser precedida por motivações ou preces espontâneas, como por exemplo:
Irmãos e irmãs neste momento coloquemos no altar do Senhor todas as intenções de louvor, de ação de graça, de súplica e as demais intenções que trazemos em nossos corações.
Oremos:
O ministro faz a oração própria do dia, que se encontra no Missal Romano.
Amém.

RITO DA PALAVRA OU LITURGIA DA PALAVRA

Nas leituras Deus fala ao seu povo, manifesta-lhe o mistério da redenção e da salvação e oferece um alimento espiritual: Cristo mesmo que, por meio de sua palavra, está presente entre os fiéis.
«Deus convoca a assembléia e a ela dirige sua Palavra e a interpela no hoje da História. A liturgia da Palavra ou Rito da Palavra compõe-se de leituras tiradas da Sagrada Escritura, Salmo Responsorial, Aclamação ao Evangelho, Homilia, Profissão de Fé e Oração Universal.» (CNBB, Doc. 52, n. 66)
«Nas leituras atualizadas pela Homilia Deus fala a seu povo, revela o Mistério da Redenção e da Salvação, e oferece alimento espiritual. O próprio Cristo, por sua Palavra, se acha presente no meio dos fiéis. Pelos cantos, o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela Profissão de Fé. Alimentado por essa Palavra, reza na Oração Universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.» (IGMR, n. 33)
«Convém que as comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontrem, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitam valorizar e realçar o Livro da Palavra (Bíblia, Lecionário) e a sua proclamação solene. O Livro, sinal da Palavra de Deus, pode ser trazido em procissão, colocado na Mesa da Palavra, aclamado antes e depois das leituras e venerado. Não é recomendável que o leitor proclame a Palavra usando o folheto.» (CNBB, Doc. 52, n.70)
«A Palavra de Deus a ser proclamada e a dimensão comunitária da celebração requerem dos ministros da Palavra uma adequada preparação Bíblico-Litúrgica e técnica. Por esta razão, leve-se em conta a maneira de ler, a postura corporal, o tom da voz, o modo de se vestir e a boa comunicação. Proclamar a Palavra é colocar-se a serviço de Jesus Cristo que fala pessoalmente a seu povo reunido.» (CNBB, Doc. 52, n. 72).

Primeira Leitura

Própria do dia. Encontra-se no Lecionário. É, normalmente, tirada dos Livros Históricos e Proféticos da Bíblia; anuncia a salvação que se realizará plenamente em Jesus Cristo. Ao final da leitura se diz:
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo de Meditação ou Salmo Responsorial

Próprio do dia. Encontra-se no Lecionário. O salmista ou o cantor recita o salmo, que é uma meditação sobre a Palavra ouvida. Todos respondem com um estribilho, cantado ou recitado.

Segunda Leitura (quando houver)

Própria do dia. Encontra-se no Lecionário. Em geral, é tirada das Cartas dos Apóstolos, que apresentam à comunidade o Mistério de Cristo e exortam a vivê-lo. Ao final da leitura se diz:
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Aclamação ao Evangelho

Canta-se, em geral, Aleluia (que quer dizer: «Louvai a Deus») ou outra exclamação de alegria e louvor a Cristo, Palavra Viva de Deus. No tempo da Quaresma não se canta o Aleluia.

Evangelho

Próprio do dia. Encontra-se no Lecionário. A Proclamação do Evangelho é o ponto culminante da Liturgia da Palavra ou do Rito da Palavra
«A proclamação do Evangelho deve aparecer como ponto alto da Liturgia da Palavra, para o qual a assembléia se prepara pela leitura e escuta dos outros textos bíblicos. Entre a Primeira Leitura e o Evangelho existe uma íntima unidade que evidencia a realização das promessas de Deus no Antigo Testamento e no Novo Testamento.»(CNBB, Doc. 52, n. 69)
«Faz parte também da Liturgia da Palavra um tempo de meditação – silêncio, repetição, partilha – para buscar em comunidade o que o Senhor pede e para acolher a Boa Nova que sua Palavra comunica. Por isso, evite-se a pressa que impede o recolhimento.» (CNBB, Doc. 52, n. 71)
O Diácono ou o Ministro da Palavra se dirige solenemente ao ambão, e diz:
Diácono:
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo N.
Glória a vós , Senhor.
Leigo:
O Senhor esteja conosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo N.
Glória a vós , Senhor.
Terminada a Proclamação do Evangelho, diz-se:
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Homilia ou Partilha da Palavra de Deus

Caso a Celebração da Palavra esteja sendo dirigida por um diácono, a ele cabe fazer a homilia, partilha ou reflexão; ao Ministro Extraordinário da Palavra ou àquele que dirige a Celebração da Palavra cabe a partilha ou reflexão que é muito recomendada, porque necessária para alimentar a vida cristã. Não deve se estender por mais de dez minutos.
«A homilia é também parte integrante da Liturgia da Palavra. Ela atualiza a Palavra de Deus, de modo a interpelar a realidade da vida pessoal e comunitária, fazendo perceber o sentido dos acontecimentos, à luz do plano de Deus, tendo como referencial a pessoa, a vida, a missão e o mistério pascal de Jesus Cristo. A explicação viva da Palavra de Deus motiva a assembléia a participar na oração de louvor e na vivência da caridade, buscando realizar a ligação entre a Palavra de Deus e a vida, com mensagem que brota dos textos em conjunto e em harmonia entre si, atingindo a problemática do dia-a-dia da comunidade.
Quando o diácono preside a celebração da Palavra a ele compete a homilia. Na sua ausência, a explicação e a partilha comunitária da Palavra de Deus cabe a quem preside a celebração.
Quando oportuno, convém que a homilia ou a partilha da Palavra desperte a participação ativa da assembléia, por meio do diálogo, aclamações, gestos, refrões apropriados. Segundo as circunstâncias, quem preside convida os presentes a dar depoimentos, contar fatos da vida, expressar suas reflexões, sugerir aplicações concretas da Palavra de Deus. Poderá haver troca de idéias em grupo, seguida de uma breve partilha comum e a complementação de quem preside.» (CNBB, Doc. 52. n. 75-77)

Profissão de Fé

Se for prevista – domingos e dias festivos.
«O Creio é uma resposta de fé da comunidade à Palavra de Deus. Exprime a unidade da Igreja na mesma fé e sua adesão ao Senhor. Por isso, é significativo recitar ou cantar a Profissão de Fé nos domingos e nas solenidades. Existem três fórmulas do Creio: O Símbolo dos Apóstolos, o Símbolo Niceno-Constantinopolitano e a fórmula com perguntas e respostas como a encontramos na Vigília Pascal e na Celebração do Batismo. Eventualmente, podem-se usar refrões cantados e adequados para que a comunidade manifeste a sua adesão de fé eclesial. Fé é adesão incondicional feita somente a Deus e não a pessoas, instituições ou movimentos humanos.» (CNBB, Doc. 52, n. 79)
Símbolo dos Apóstolos:
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
subiu aos céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na Santa Igreja católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.

Símbolo Niceno-Constantinopolitano:
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação,
desceu dos céus:
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras,
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há de vir.
Amém.

RITO DE LOUVOR OU MOMENTO DE LOUVOR

Momento principal de ação de graças, onde a comunidade reunida bendiz ao Senhor pela sua grande glória.
«Um dos elementos fundamentais da celebração comunitária é o Rito de Louvor, com o qual se bendiz ao Senhor pela sua imensa glória. A comunidade reconhece a ação salvadora de Deus, realizada por Jesus Cristo e canta seus louvores. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de bênçãos" (Ef 1,3). "Ele nos arrancou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, no qual temos a redenção – a remissão dos pecados." (Cl 1,13-14)
A comunidade sempre tem muitos motivos para agradecer ao Senhor, seja pela vida nova que brota da Ressurreição de Jesus, como pelos sinais de vida percebidos durante a semana na vida familiar, comunitária e social.
O momento da ação de graças ou de louvor pode realizar-se através de salmos, hinos, cânticos, orações litânicas ou ainda benditos e outras expressões orantes inspiradas na piedade popular. Isso pode ser após a oração dos fiéis, a distribuição da comunhão ou, ainda, no final da celebração.
O momento de louvor não deve ter, de modo algum, a forma de Celebração Eucarística. Não faz parte da celebração comunitária da Palavra a apresentação das ofertas de pão e de vinho, a proclamação da Oração Eucarística própria da Missa, o canto do Cordeiro de Deus e a bênção própria dos ministros ordenados. Também nas celebrações da Palavra não se deve substituir o louvor e a ação de graças pela adoração ao Santíssimo Sacramento.» (CNBB, Doc. 52, n. 83-86)
«Contudo, não confundimos nunca estas celebrações com a Eucaristia. Missa é Missa. Celebração da Palavra, mesmo com a distribuição da Comunhão, não deve levar o povo a pensar que se trata do Sacrifício da Missa. É errado por exemplo, apresentar as oferendas, proclamar a Oração Eucarística, rezar o Cordeiro de Deus e dar a bênção própria dos sacerdotes.» (CNBB, Doc. 43, n. 98)

Oração dos Fiéis ou Oração Universal

Preces espontâneas da assembléia ou preparadas pela equipe de liturgia.
«A Oração dos Fiéis ou Oração Universal, em geral, tornou-se um momento bom, variado e de razoável participação nas comunidades, "onde o povo exerce sua função sacerdotal". Nela, os fiéis pedem a Deus que a salvação proclamada se torne uma realidade para a Igreja e para a humanidade, suplicam pelos que sofrem e pelas necessidades da própria comunidade, da nação, da Igreja e seus ministros, sem excluir os pedidos de interesse particular das pessoas.» (CNBB, Doc. 52, n. 80)

Coleta

Neste momento pode haver motivos espontâneos de louvor e agradecimento. Se houver ofertas, sejam apresentadas neste momento. Canto de Louvor à escolha da equipe.
«Após a Oração dos Fiéis pode-se fazer a coleta como expressão de agradecimento a Deus pelos dons recebidos, da co-responsabilidade de manutenção da comunidade e seus servidores e como gesto de partilha dos irmãos necessitados.» (CNBB, Doc. 52, n. 82)

Oração

Irmãos:
Agradecidos, elevemos nossos louvores ao Pai. Com braço forte Ele conduziu seu povo e continua, com a luz de seu Espírito, a acompanhar a Igreja peregrina neste mundo.
Bendito e louvado seja Deus, Pai que tanto amor demonstra a todos nós.
Diácono:
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Leigo:
O Senhor esteja conosco.
Ele está no meio de nós.
Elevemos ao Senhor nosso louvor.
É nossa alegria e salvação.
Nós vós damos graças, ó Pai, por toda a vossa criação e por tudo o que fizestes no meio de nós, por intermédio de Jesus Cristo, vosso Filho e nosso irmão, que nos destes como imagem viva do vosso amor e de vossa bondade.
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
Envie sobre nós, aqui reunidos, o vosso Espírito e dai a esta terra que nos sustenta uma nova face. Que haja paz em nossas famílias e cresça em nossa comunidade a alegria de sermos vossos por Cristo, nosso Senhor.
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
Pela Palavra do Evangelho de vosso Filho, fazei que as Igrejas do mundo inteiro caminhem na unidade com o Papa Bento XVl e sejam sinais da presença do Cristo ressuscitado. Tornai esta comunidade cada vez mais sinal de vossa bondade, unida na caminhada com a Diocese sob a orientação de nosso Bispo N.
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
Lembrai-vos, ó Pai, dos nossos irmãos e irmãs que morreram na paz de Cristo... (lembrar os falecidos da comunidade), e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes; acolhei-os junto a vós, na luz da vossa infinita misericórdia.
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
Ó Deus, criador do céu e da terra, os nossos louvores e as nossas preces cheguem a vós pelas mãos daquele que é nosso único mediador, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amém.

RITO DA COMUNHÃO ou A COMUNHÃO EUCARÍSTICA

O Rito da Comunhão exprime e realiza a comum união com Cristo e com os irmãos; participamos desta comunhão com a fé e a caridade.
«Nas comunidades onde se distribui a comunhão durante a celebração da Palavra, o Pão Eucarístico pode ser colocado sobre o altar antes do momento da ação de graças e do louvor, como sinal da vinda do Cristo, pão vivo que desceu do céu.»(CDAP, n.45b.; CNBB, Doc. 52, n. 89)
«Compete ao ministro extraordinário da comunhão distribuir a Sagrada Comunhão todas as vezes que não houver presbítero ou diácono em número suficiente e que as necessidades pastorais o exigirem (cf. A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, n.17: CDC, Cân. 910§ 2; Cân. 230§ 3; Congregação para a Disciplina dos Sacramentos, Instrução Immensae Caritatis, 1.1s; Cân. 910 § 2: "Ministro extraordinário da sagrada comunhão é o acólito ou outro fiel designado de acordo com o Cân. 230, § 3"; Cân. 230 § 3: " § 3. Onde as necessidades da Igreja, o aconselhar, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, administrar o Batismo e distribuir a sagrada Comunhão, de acordo com as prescrições do direito"). A Comunhão Eucarística, de preferência seja distribuída da mesa (do altar).
Ritos de Comunhão
Oração do Pai-Nosso,
Saudação da Paz,
Oração: Senhor todo-poderoso, criastes todas as coisas e nos destes alimentos que nos sustentam, concedei-nos crescer na vida espiritual pelo pão da vida que vamos receber, Por Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
O ministro, toma a hóstia e, elevando-a, diz em voz alta voltado para a assembléia:
"Irmãos e irmãs, participemos da comunhão do Corpo do Senhor em profunda unidade com nossos irmãos que, neste dia, tomam parte da Celebração Eucarística, memorial vivo da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. O Corpo de Cristo será nosso alimento."
Portanto:
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Assembléia:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
E diz a cada comungante: O Corpo de Cristo. Amém!
Durante a distribuição da comunhão a assembléia canta um hino apropriado.
Pode-se guardar durante algum tempo um silêncio ou entoar um salmo ou um cântico de louvor. A seguir o ministro conclui com a oração:
Restaurados à vossa mesa pelo Pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações e nos leve a vos servir em nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Para o Tempo Pascal:
Senhor nosso Deus e Pai, pelo mistério da Páscoa que celebramos, fazei crescer em nossos corações e em nossas vidas os frutos da vossa aliança que hoje renovastes conosco. Dai-nos a alegria de vos servir, apesar das muitas dificuldades de cada dia. Por Cristo nosso Senhor.
Avisos.
Abençoe-nos o Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
Amém!
A alegria do Senhor seja a nossa força; vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.» (CNBB, Doc. 52, n. 90)

Preparação para a Comunhão

Antes da Oração do Pai-Nosso, o dirigente da Celebração da Palavra ou o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística aproxima-se do sacrário ou do lugar onde se encontra a Eucaristia e, feita a genuflexão, de posse da âmbula contendo a Sagrada Eucaristia, a depõe sobre o altar; o dirigente e os fiéis ajoelham-se. Ajoelhado diante do altar, aquele que dirige a Celebração da Palavra, canta o hino, o salmo, ou a prece litânica, dirigida a Cristo presente na Santíssima Eucaristia, como, por exemplo:.
Graças e louvores se dêem a todo o momento.
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Breve silêncio.

Oração do Pai-Nosso

Antes de participarmos do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
Pai Nosso que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu;
o pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.

Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz.
Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado
E protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança,
aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Rito da Paz

O Rito da Paz pode ser realizado de várias maneiras: com um abraço, um aperto de mão, uma inclinação de cabeça ou um sorriso. O importante é que seja sincero, inspirado no sentimento profundo de que, em Cristo, não há diferença de raça, sexo, condição social ou idade, mas somos todos companheiros de caminhada, unidos pela mesma esperança.
Irmãos:
Comungar é o modo de realizar o encontro de salvação com Cristo, de participar plenamente de sua morte e de sua vida. E uma vez que comemos junto à mesa do Senhor, é justo que nos perdoemos e exprimamos, com a saudação da paz, o nosso amor de irmãos.
Diácono:
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O amor de Cristo nos uniu.
Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs com sua Cruz, saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.
Leigo:
A paz do Senhor esteja sempre conosco.
O amor de Cristo nos uniu.
Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs com sua Cruz, saudemo-nos com um sinal de reconciliação e de paz.
Todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade.

Oração

Oremos: Senhor todo-poderoso, criastes todas as coisas e nos destes alimentos que nos sustentam, concedei-nos crescer na vida espiritual pelo pão da vida que vamos receber. Por Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.
O ministro toma a hóstia e, elevando-a, diz em voz alta voltado para a assembléia:
Irmãos e irmãs, participemos da comunhão do Corpo do Senhor em profunda unidade com nossos irmãos que, neste dia, tomam parte da Celebração Eucarística, memorial vivo da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O Corpo de Cristo será nosso alimento.
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística diz a cada comungante: O Corpo de Cristo. O comungante deve responder: Amém!
Durante a distribuição da comunhão a assembléia canta um hino apropriado.
Após o canto, deve-se observar um breve silêncio (destinado às orações pessoais).

Oração Após a Comunhão

A oração após a comunhão é a oração do dia e encontra-se no Missal Romano, ou pode ser usada uma das duas fórmulas abaixo, conforme o Tempo Litúrgico.

Oração Para o Tempo Pascal

Senhor nosso Deus e Pai, pelo mistério da Páscoa que celebramos, fazei crescer em nossos corações e em nossas vidas os frutos da vossa aliança que hoje renovastes conosco. Dai-nos a alegria de vos servir, apesar das muitas dificuldades de cada dia. Por Cristo nosso Senhor.
Amém.

Oração Para os Demais Tempos Litúrgicos

Restaurados à vossa mesa pelo Pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações e nos leve a vos servir em nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.

RITOS FINAIS ou RITOS DE CONCLUSÃO (COMPROMISSO)

Os ritos da conclusão indicam a relação que existe entre a liturgia e a vida cristã.
«Pelos Ritos de Despedida a assembléia toma consciência de que é enviada a viver e testemunhar a Aliança no seu dia-a-dia e nos serviços concretos na edificação do Reino.
Antes de se encerrar a celebração, valorizem-se os avisos e as notícias que dizem respeito à vida da Comunidade, da Paróquia ou da Diocese. Esses avisos podem ser uma forma de ligação entre o ato litúrgico e os compromissos da semana.
A bênção é um ato de envio para a missão e de despedida com a graça de Deus. É de suma importância que todos retornem às suas casas e ao convívio social, com um compromisso, com esperança, com a experiência de terem crescido na fraternidade e com a decisão de serem testemunhas do Reino.» (CNBB, Doc. 52, n. 92-94)

Avisos

Podem ser dados neste momento os avisos que interessam à comunidade.
Seguem a bênção e a despedida.

Bênção Final

Diácono:
O Senhor esteja convosco!
Ele está no meio de nós.
Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
Amém!
Leigo:
O Senhor esteja conosco!
Ele está no meio de nós.
Abençoe-nos o Deus todo-poderoso, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amém!

Despedida

Diácono:
A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Graças a Deus.
Leigo:
A alegria do Senhor seja a nossa força; vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.
Graças a Deus.

Canto Final

Se desejar, a celebração poderá ser concluída com um canto final apropriado.
«A família de Deus se separa; cada um volta a sua casa e às suas ocupações. Mas continuam todos com a obrigação de conservar na vida cotidiana o que receberam na Celebração da Palavra, com a fé e o Sacramento da Eucaristia, levando ao mundo o fermento da vida cristã, fazendo-se testemunhas de Cristo.» (Missal Cotidiano, p. 586)

LEGENDAS

Texto em rosa ( notas ): orientações oferecidas ao(s) dirigente(s) da Celebração da Palavra, baseadas em Documentos da Igreja.
Texto em azul ( livro ): citações dos Documentos da Igreja que serviram de base para a pesquisa que originou este Roteiro.
Texto em preto: diálogo entre aquele(a) que dirige a Celebração e a Comunidade.

SIGLAS

  • CDAP – Congregação para o Culto Divino, Celebrações Dominicais na Ausência de Presbíteros, 1988.
  • CDC – Código de Direito Canônico [Codex Iuris Canonici], 1983.
  • CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
  • IGMR – Papa Paulo VI, Instrução Geral sobre o Missal Romano, 1969.

BIBLIOGRAFIA

  • CNBB, Orientações para a Celebração da Palavra de Deus, Doc. 52, 1994.
  • CNBB, Animação da Vida Litúrgica no Brasil, Doc. 43, 1989.
  • MISSAL COTIDIANO – Missal da Assembléia Cristã. Paulus. 1996.
  • LITURGIA DIÁRIA. Ano XV. Nº 169. Janeiro de 2006. Paulus. 2006.

PESQUISA EXECUTADA POR:

Mary Lucia Budoia Monte
Paroquiana, Catequista e MESCE da Paróquia Santo Antônio / Brasília – DF
Trabalho apresentado como parte da Monografia de Conclusão do Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília – DF, em 2006.
liturgiaecatequese@gmail.com
Brasília, DF, Dezembro de 2006.

fonte: http://liturgiaecatequese.googlepages.com/home.html

Liturgia Diaria Católica


SÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY - Presbítero / Memória

Primeira Leitura: Livro do Profeta Jeremias 26,11-16.24
Na verdade o Senhor enviou-me a vós para falar tudo isso a vossos ouvidos
Naqueles dias, os sacerdotes e profetas dirigiram-se aos chefes e a todo o povo, dizendo: “Este homem foi julgado réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com vossos ouvidos”.

Disse Jeremias aos dignitários e a todo o povo: “O Senhor incumbiu-me de profetizar para esta casa e para esta cidade através de todas as palavras que ouvistes. Agora, portanto, tratai de emendar a vossa vida e as obras, ouvi a voz do Senhor, vosso Deus, que ele voltará atrás da decisão que tomou contra vós. Eu estou aqui, em vossas mãos, fazei de mim o que vos parecer conveniente e justo, mas ficai sabendo que, se me derdes a morte, tereis derramado sangue inocente contra vós mesmos e contra esta cidade e seus habitantes, pois em verdade o Senhor enviou-me a vós para falar tudo isso a vossos ouvidos”.

 
Os chefes e o povo em geral disseram aos sacerdotes e profetas: “Este homem não merece ser condenado à morte; ele falou-nos em nome do Senhor, nosso Deus”. Jeremias passou a ter proteção de Aicam, filho de Safã, para não cair nas mãos do povo e evitar ser morto. - Palavra do Senhor.

Salmo: 68,15-16. 30-31. 33-34 (R. Cf. 14)
No tempo favorável, escutai-me, ó Senhor!
Retirai-me deste lodo, pois me afundo! Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam, e salvai-me destas águas tão profundas! Que as águas turbulentas não me arrastem, não me devorem violentos turbilhões, nem a cova feche a boca sobre mim!

Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria!

Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

Evangelho segundo Mateus 14,1-12
Herodes mandou cortar a cabeça de João. Vieram os discípulo e foram contar tudo a Jesus
Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”.

Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere.

Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Ricardo e Marta / Com. São Paulo Apóstolo): Uma pessoa sem Deus, por mais que pense ter, não tem nada. Digo isso baseado na fraqueza avassaladora de Herodes, analise: um rei poderoso, que tinha a seus pés todas as pessoas, possuidor de uma grande riqueza material, e o que notamos pelo relato de Marcos é que ele estava se borrando com medo de um coitado, “João Batista”. (“Esse João que mandei decapitar, é ele que ressuscitou” v.16b), se você observou, ele não estava com medo de Jesus, releia o texto e verá que cita até o profeta Elias, mas o temor concentrava-se na pessoa de João. Volto a dizer: “uma pessoa sem Deus, teme até brisa leve”.

Mas não vamos nos deter só a Herodes, pois aqui podemos ver a desgraça que é uma família desestruturada. Herodíades larga seu marido Herodes Felipe para casar com Herodes Antipas (diga-se de passagem, seu cunhado), alguém entendeu o que foi que fez Herodíades, trocou seis por meia dúzia, se ambos os maridos eram ricos e poderosos, em que ela saiu ganhando.

E aqui chegamos ao ápice da loucura que alguém que se deixa governar pelo demônio pode chegar, envolver a própria filha em uma trama satânica para livra-se do portador da verdade (já deu para notar que a verdade dói e incomoda). Salomé infelizmente não fica de fora dessa roleta composta por loucos e fracos, diante da proposta de poder ter nas mãos a metade de um reino, cede aos caprichos de uma lunática e pede a cabeça do Batista.   

Em suma, viver em situação de pecado nos afasta das graças de Deus, se viver com as graças já é difícil, imagine sem elas.

LITURGIA COMPLEMENTAR

17ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
SÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY - Presbítero / Memória
Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória
Cor: Branco - Ano Litúrgico “B” – São Marcos

Antífona: Jeremias 3,15 - Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria

Oração do Dia: Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE AGOSTO

Geral – Prisioneiros (as): Para que os prisioneiros e prisioneiras sejam tratados com justiça e sua dignidade humana seja respeitada.

Missionária – Jovens, testemunhas de Cristo: Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, proclamem e dêem testemunho do Evangelho até os confins da terra.

Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

AGOSTO – MÊS VOCACIONAL

O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Por isso, lembra-se:

1ª semana: vocação para ministério ordenado: diáconos, padres e bispos;
2ª semana: vocação para a vida em família (atenção especial aos pais);
3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) seculares;
4ª semana: vocação para os ministérios e serviços na comunidade.

Ricardo e Marta / Comunidade São Paulo Apóstolo
Fonte: CNBB – Missal Cotidiano

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

LITURGIA DIÁRIA


Sexta-Feira, 3 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum


Primeira leitura (Jeremias 26,1-9)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1No início do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, foi comunicada da parte do Senhor esta palavra, que dizia: 2“Assim fala o Senhor: Põe-te de pé no átrio da casa do Senhor e fala a todos os que vêm das cidades de Judá, para adorar o Senhor no templo, todas as palavras que eu te mandei dizer. Não retires uma só palavra; 3talvez eles as ouçam e voltem do mau caminho, e eu me arrependa da decisão de castigá-los por suas más obras.
4A eles então dirás: Isto diz o Senhor: Se não vos dispuserdes a viver segundo a lei que vos dei, 5a escutar as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, 6farei desta casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos os povos da terra”.
7Os sacerdotes e profetas, e todo o povo presente ouviram Jeremias dizer estas palavras na casa do Senhor. 8Quando Jeremias acabou de dizer tudo e que o Senhor lhe ordenara falasse a todo o povo, prenderam-no os sacerdotes, os profetas e o povo, dizendo: “Este homem tem que morrer! 9Por que dizes, em nome do Senhor, a profecia: ‘Esta casa será como Silo, e esta cidade será devastada e vazia de habitantes’?” Todo o povo juntou-se contra Jeremias na casa do Senhor.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Salmo (Salmos 68)
— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.
— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.

— Mais numerosos que os cabelos da cabeça, são aqueles que me odeiam sem motivo; meus inimigos são mais fortes do que eu; contra mim eles se voltam com mentiras! Por acaso poderei restituir alguma coisa que de outros não roubei?
— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
— Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
— Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha!



Evangelho (Mateus 13,54-58)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso? 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?dia=3&mes=8&leitura=3

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Liturgia Diaria Católica


Quinta-Feira, 2 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum


Primeira leitura (Jeremias 18,1-6)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. 3Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno; 4quando o vaso que moldava em barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos.
5Fez-se em mim a palavra do Senhor: 6“Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Salmo (Salmos 145)



— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

— Bendize, minh’alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar!
— Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem.
— É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança. O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe.

Evangelho (Mateus 13,47-53)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?dia=2&mes=8&leitura=3  

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Por que as Bíblias católicas são diferentes das outras?


Se comparar uma Bíblia católica com outras Bíblias, perceberá muitas semelhanças. Basicamente tudo que se encontra em outras Bíblias está nas Bíblias católicas. Mas, há diferenças: 
  • As Bíblicas católicas contêm sete livros no Antigo Testamento que não se encontram em outras Bíblias (chamadas por alguns de “Bíblias protestantes” ou “Bíblias de crentes”). 
  • Alguns livros (Ester e Daniel) nas Bíblias católicas contêm trechos que não se encontram em outras Bíblias. 
  • Os nomes de alguns livros são diferentes. 
  • Algumas divisões de capítulos e versículos são diferentes. Não precisamos nos preocupar com esses últimos dois itens, mas, por que diferenças de conteúdo, até de livros inteiros?
Tanto católicos como protestantes têm apresentado argumentos fracos ou inválidos para responder a essa pergunta. Alguns católicos afirmam que Martinho Lutero removeu esses livros e trechos da Bíblia sem base nenhuma. Seria mais acurado dizer que ele não aceitou sete livros que nunca foram considerados iguais aos outros, e que tinha motivos históricos para isso. Sugerem que Jesus e os apóstolos, ao citar a versão grega do Antigo Testamento, automaticamente aprovaram esses livros extras. Tal afirmação vai além das evidências. Por outro lado, alguns não-católicos fazem alegações exageradas, dando a impressão que esses livros apareceram do nada 1.500 anos depois de Cristo, no concílio de Trento. Afirmam, às vezes, que Jesus e os apóstolos jamais citaram os livros questionáveis. Seria melhor dizer que não há citação exata, nem que mencione o nome de um desses livros, mas não pode negar que vários trechos do Novo Testamento têm paralelos nos livros chamados deuterocanônicos (pelos católicos) ou apócrifos (pelos que adotaram a palavra usada por Martinho Lutero). Um dos exemplos mais nítidos é Tiago 1:19 (“Vocês já sabem, meus queridos irmãos: cada um seja pronto para ouvir, mas lento para falar, e lento para ficar com raiva”) comparado a Eclesiastico 5:11 (“Esteja pronto para ouvir e lento para dar a resposta”). [Citações da Bíblia Sagrada, Edição Pastoral.]
De onde vieram os livros diferentes? Tradutores católicos Ivo Storniolo e Euclides Martins Balancin explicam:
“Para entender isso é preciso conhecer um pouco a história do texto do Antigo Testamento. Ele, inicialmente, só existia em hebraico. Quando os judeus se espalharam pelo mundo, sentiram necessidade de traduzi-lo para uma língua mais universal naquela época: o grego. Acontece que no Antigo Testamento traduzido foram colocados alguns livros que não estavam na Bíblia hebraica e que eram mais recentes.... Os protestantes consideram como Palavra de Deus só os livros do Antigo Testamento que fazem parte da Bíblia hebraica, enquanto que a Igreja católica considera também alguns que foram acrescentados na tradução grega feita pelos judeus. Essa é a diferença entre a Bíblia católica e a protestante. O Novo Testamento é igualzinho. Portanto, se você tem uma Bíblia protestante não precisa rasgá-la ou queimá-la. Basta você estar ciente que faltam esses livros, que você poderá ler numa Bíblia católica.”
Como devemos enxergar estas diferenças? Uma análise dos argumentos e evidências oferecidas pelos dois lados revela vários fatos importantes:
  • A diferença não é apenas uma briga do Século XVI (entre Martinho Lutero e o Concílio de Trento), mas certamente chegou a seu auge na época da Reforma Protestante. Quando Lutero adotou apenas os livros do Antigo Testamento que aparecem nas Escrituras hebraicas e chamou os outros de “apócrifos” (livros não inspirados por Deus), a Igreja Católica reagiu com uma declaração do Concílio de Trento (em 1546), oficialmente incluíndo na Bíblia esses livros que chamaram de “deuterocanônico” (que vem depois do cânone, ou seja, depois do “conjunto dos livros considerados de inspiração divina” - Houaiss). Devemos observar que Lutero traduziu os livros que considerava apócrifos, mas separados dos livros que julgava inspirados.
  • O fato de um livro não ser citado por nome no Novo Testamento não prova, por si só, que o mesmo não seja canônico. Como os católicos freqüentemente observam, vários livros do Antigo Testamento, aceitos geralmente em todas as Bíblias, não são mencionados por nome no Novo Testamento.
  • A diferença não é meramente um desacordo entre católicos e protestantes. Os judeus morando na Palestina 2.000 anos atrás aceitaram, geralmente, 39 livros que foram escritos em hebraico (embora dividissem em 22 ou 24 livros). Para eles, as Escrituras terminaram com as histórias relatadas em Esdras e Neemias, aproximadamente 400 anos antes da vinda de Jesus. Uma tradução do Antigo Testamento foi feito no Egito no período entre os Testamentos. É conhecida como a Septuaginta ou pela abreviatura LXX; a mesma tradução é chamada de versão Alexandrina ou “cânon comprido” (porque inclui mais livros do que o Velho Testamento geralmente aceito na Palestina).
  • Os católicos tendem a basear a sua fé na autoridade da Igreja Católica, a suposta fonte da Bíblia. Felipe de Aquino diz: “Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo. Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi ‘berçando’ a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus.”
  • Os autores inspirados do Novo Testamento, porém, afirmaram que as Escrituras foram entregues à igreja, e não que foram produzidas pela igreja. A fé (a revelação de Deus) foi “...uma vez por todas entregue aos santos” (Judas 3). Pedro concorda: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas...” (2 Pedro 1:3-4). A igreja de Deus não é a fonte da Bíblia, e sim o resultado dela.
  • Embora houvesse discussões durante os séculos posteriores sobre a autenticidade de alguns livros, as Escrituras já existiam e eram reconhecidas no primeiro século. Paulo disse: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Pedro incluiu as cartas de Paulo entre as Escrituras: “...e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2 Pedro 3:15-16).
  • Os livros acrescentados na LXX e, posteriormente, nas Bíblias católicas, não são da mesma qualidade dos livros aceitos geralmente no Velho Testamento. Considere estas ilustrações:
    (a) A Edição Pastoral da Bíblia católica, publicada em 1990 pela Editora Paulus, trata alguns desses livros como novelas, descrevendo-os como ficção (528).

    (b) Livros como os dos Macabeus são muito interessantes, e fornecem informações valiosas em termos da História entre o Velho e o Novo Testamentos, mas claramente não alegam ser livros inspirados por Deus. 2 Macabeus 2:19-32 contém a explicação do autor, dizendo que tentava resumir informações de vários outros livros. Ele não alega ser inspirado por Deus.
  • Citações no Novo Testamento da versão grega (LXX) não são afirmações da autenticidade de todos os livros incluídos nela. É verdade que alguns cristãos do primeiro século usaram a versão grega. Este fato até serve para defender nosso uso de traduções na nossa própria língua. Alguns versículos no Novo Testamento são realmente parecidos com trechos dos livros deuterocanônicos. Mas uma citação não é um ato de aprovação de tudo que se inclui na mesma versão. Paulo citou poetas da Grécia (Atos 17:28) e um “profeta” de Creta (Tito 1:12), mas não afirmou a inspiração das obras deles. Judas repetiu uma frase falada por Enoque (Judas 14) e relatada num livro judaico com o nome do mesmo, mas não pediu a inclusão do livro inteiro no catálogo das Escrituras. Não devemos ficar surpresos ao encontrar possíveis citações dos livros deuterocanônicos no Novo Testamento. Ainda não é prova de sua inspiração.
  • Citações depois do Novo Testamento, também, não servem como provas da inspiração desses livros. Defensores dos deuterocanônicos, freqüentemente, referem-se a citações feitas nos primeiros dois ou três séculos da época cristã como provas da aceitação e inspiração destes livros. Se citações no Novo Testamento já não são provas de inspiração (como explicado acima), certamente não podemos nos basear em algumas citações de homens que escreveram no período pós-apostólico.
  • A própria Igreja Católica sempre considerava esses livros diferentes, e demorou para oficialmente incluí-los no seu catálogo de livros bíblicos. Alguns defensores de tradição católica fazem afirmações ousadas sobre a aceitação geral desses livros pelos cristãos primitivos. Para ser justos, devemos reconhecer que nem todos aceitaram esses livros. Houve acirrados debates sobre a validade dos deuterocanônicos já no segundo e terceiro séculos. No final do século IV, Agostinho defendeu esses livros e Jerônimo discordou. Mesmo não os considerando livros inspirados, este foi obrigado a incluir os deuterocanônicos na Vulgata, a sua tradução em latim. A boa parte desses livros duvidosos foi copiada de uma anterior versão (Ítala Antiga). A distinção entre os livros canônicos e esses outros, apresentados pelo valor para leitura, foi mantida até os meados do século XVI.
Por que tanta controvérsia? Por que a Igreja Católica oficialmente elevou esses livros ao nível de Escrituras mais de 1500 anos depois da morte de Jesus? Como devemos enxergar esses livros hoje? O nosso propósito é de entender a verdade revelada por Deus e aplicá-la em nossas vidas. Para isso, devemos abordar questões como essas com equilíbrio e justiça.
Todos admitem que a controvérsia, pelo menos da época da Reforma Protestante até hoje, envolve questões doutrinárias, especialmente a doutrina católica de purgatório. Os católicos citam 2 Macabeus12 para defender a idéia de purgatório. Neste capítulo, Judas mandou enterrar os corpos de soldados judeus que morreram numa batalha. Foram descobertos nos corpos objetos dedicados a ídolos, assim deixando claro que esses homens morreram no seu pecado de idolatria. Judas e seus homens fizeram uma coleta para oferecer um sacrifício pelo pecado dos mortos, e rezaram (oraram) que estes “fossem libertados do pecado”.
Agora que chegamos ao ponto crítico do debate, vamos observar alguns fatos:
  • O livro de 2 Macabeus não alega ser inspirado, e não apresenta nenhuma revelação de Deus autorizando tal sacrifício e oração.
  • Mesmo se esse ato de Judas tivesse a autorização de Deus, ainda não seria motivo para praticar tal coisa hoje em dia. Judas era judeu e viveu na época da Lei de Moisés. Nós vivemos sob o Novo Testamento. É o sacrifício de Jesus, não o de animais, que nos traz perdão hoje (Hebreus 10:10-12). É o arrependimento por parte do próprio pecador que Deus exige hoje (Atos 17:30). Depois da morte, vem o juízo (Hebreus 9:27). O Novo Testamento não fala de purgatório, nem de orações pelos pecados dos mortos, nem de pagar pelos próprios pecados para entrar no céu. A nossa salvação depende do sacrifício e da graça de Jesus.
  • O caso de 2 Macabeus 12 apresenta um problema grave para os católicos. Ironicamente, esse exemplo de sacrifício e orações pelos pecados dos mortos não se encaixa bem na doutrina católica. A idolatria sempre é apresentada nas Escrituras como um dos mais graves de pecados, chamada de abominação diante de Deus. Se os soldados de 2 Macabeus 12 morreram sem confessar um pecado mortal, o que adianta fazer sacrifício e “rezar” pelos pecados deles? Será que um dos livros oficialmente aceitos pelo Concílio de Trento contradiz a doutrina do mesmo concílio, que exige a confissão dos pecados graves a um sacerdote?
  • Se livros como 2 Macabeus fizessem parte do Antigo Testamento, apresentariam problema também em relação à Lei dada através de Moisés, que exigia sacrifícios feitos pelo próprio pecador. De fato, um dos critérios usados pelos judeus da época para julgar esses livros foi a própria Lei. Rejeitavam livros que contradiziam a Lei já revelada.
Hoje, o que devemos pensar sobre as Bíblias católicas? Quando estudo a Bíblia com pessoas católicas, eu sugiro que a pessoa acompanhe o estudo usando sua própria Bíblia, pois os ensinamentos essenciais do Novo Testamento são os mesmos. Podemos até apreciar o valor histórico de alguns dos livros deuterocanônicos, mas não temos motivo para elevá-los à posição de Escrituras. É nesse sentido que podem ser corretamente descritos como livros apócrifos.
–por Dennis Allan